13/08/16

arte de Jill Battaglia

Agora faça silêncio.
Deixe que Aquele que criou as palavras fale.
Ele fez a porta.
Ele fez a fechadura.
Ele também fez a chave. (Rumi)

05/06/16

arte de Amedeo Modigliani
Quando vertes tua energia para auxiliar, tem de haver um resultado, quer possas vê-lo, quer não; se conheces a Lei sabes que deve ser assim. Portanto, deves agir certo por amor ao certo, não pela esperança de recompensa; deves trabalhar por amor ao trabalho, não pela esperança de ver o resultado; deves entregar-te ao serviço do mundo porque o amas e porque não podes deixar de entregar-te a ele. (Krishnamurti)

17/05/16


Se nos rendêssemos à inteligência da terra poderíamos erguer-nos enraizados, como árvores.  (Rainer Maria Rilke)

09/05/16

arte de Cândido Portinari
Quando uma criança é pequena… sabe nada, não tem experiência, ela funciona aqui e agora. Por isso as crianças podem aprender mais do que as pessoas mais velhas. Os psicólogos dizem que se uma criança não for forçada a aprender, não for forçada a ser disciplinada, ela pode aprender qualquer língua estrangeira em três meses. Apenas deixe-a com pessoas que sabem a língua e ela vai captá-la em três meses. Mas se você a força a aprender, levará quase três anos, porque quanto mais você força, mais ela começa a funcionar sobre o que ela aprende, através do conhecimento de ontem. Se ela é deixada sozinha ela se movimenta livremente, espontaneamente; o aprendizado vem fácil, sozinho, no seu próprio ritmo. Quando a criança chega aos oito anos ela aprendeu quase 70% do que quer que ela vai aprender na sua vida inteira. Ela pode viver 80 anos, mas aos 8 terá aprendido 70% — ela vai aprender apenas 30% mais, e cada dia sua capacidade de aprender será menor e menor e menor. Quanto mais ela sabe, menos ela aprende. (Osho em A Música Mais Antiga do Universo)

17/04/16


Wabi sabi é a expressão que os japoneses inventaram para definir a beleza que mora nas coisas imperfeitas e incompletas. O termo é quase que intraduzível. Na verdade, wabi sabi é um jeito de "ver" as coisas através de uma ótica de simplicidade, naturalidade e aceitação da realidade.
Contam que o conceito surgiu por volta do século 15. Um jovem chamado Sen no Rikyu (1522-1591) queria aprender os complicados rituais da Cerimônia do Chá. E foi procurar o grande mestre Takeno Joo. Para testar o rapaz, o mestre mandou que ele varresse o jardim. Rikyu lançou-se ao trabalho feliz. Limpou o jardim até que não restasse nem uma folhinha fora do lugar. Ao terminar, examinou cuidadosamente o que tinha feito: o jardim perfeito, impecável, cada centímetro de areia imaculadamente varrido, cada pedra no lugar, todas as plantas caprichadamente ajeitadas. E então, antes de apresentar o resultado ao mestre Rikyu chacoalhou o tronco de uma cerejeira e fez caírem algumas flores que se espalharam displicentes pelo chão. Mestre Joo, impressionado, admitiu o jovem no seu mosteiro. Rikyu virou um grande Mestre do Chá e desde então é reverenciado como aquele que entendeu a essência do conceito de wabi-sabi: a arte da imperfeição.
O que a historinha de Rikyu tem para nos ensinar é que estes mestres japoneses, com sua sofisticadíssima cultura inspirada nos ensinamentos do taoísmo e do zen budismo, conseguiram perceber que a ação humana sobre o mundo deve ser tão delicada que não impeça a verdadeira natureza das coisas de se revelar. E a natureza das coisas é percorrer seu ciclo de nascimento, deslumbramento e morte. Efêmeras e frágeis. Eles enxergaram a beleza e a elegância que existe em tudo que é tocado pelo carinho do tempo. Um velho bule de chá, musgo cobrindo as pedras do caminho, a toalha amarelada da avó, a cadeira de madeira branqueada de chuva que espreguiça no jardim, uma única rosa solta no vaso, a maçaneta da porta nublada das mãos que deixou entrar e sair.
Wabi sabi é olhar para o mundo com uma certa melancolia de quem sabe que a vida é passageira e, por isso mesmo, bela.
Todas as coisas são impermanentes
Todas as coisas são imperfeitas
Todas as coisas são incompletas

27/03/16

arte de Christian Schloe

Um coração puro é um coração que não julga. É um coração que não acusa que não compara; que não deseja. Um coração puro, aceita; perdoa. Agradece e ama. Ama de forma desinteressada. Um coração puro é aquele que não se identifica. Ele só observa. O fluxo de vida e de amor não é interrompido. O coração puro se expressa através de uma mente equânime. Assiste as misérias e as alegrias e não se identifica. O coração puro é um símbolo, representa o seu eu mais profundo. O coração puro está além dos dramas de controle, que é o jogo da natureza inferior. (Prem Baba)


27/02/16


Tudo o que vive é pulsação do sagrado. As aves do céu, os lírios dos campos... Até o mais insignificante grilo, no seu cricri rítmico, é uma música do Grande Mistério. 
É preciso esquecer os nomes de Deus que as religiões inventaram para encontrá-lo sem nome no assombro da vida. (Rubem Alves)

20/01/16

arte de Olivia Curry

O ego diz: "Quando tudo estiver em seu lugar, ficarei em paz." O espírito diz: "Encontre sua paz e então tudo estará em seu lugar." (Marianne Williamson)

06/01/16

arte de Almeida Junior

Só sabemos, seguramente, de uma amizade ou de um amor, o que temos pelos outros. De que os outros nos amem nunca poderemos estar certos. E é por isso, talvez, que a grande amizade e o grande amor são aqueles que dão sem pedir, que fazem e não esperam ser feitos; que são sempre voz ativa, não passiva.  (Agostinho da Silva em "Sete Cartas a um Jovem Filósofo")

26/12/15

arte de Eva Ruiz
Unir, fiar, tecer, juntar, fortalecer para o bem de todos os seres. Sem perdedores. Que tal acreditar?
Há fiança para o crime da descrença na vida e na imprensa? Confiança é fiar junto. Estamos fiando juntos a vida na Terra? Com certeza.
Mas que fios estranhos e sinistros são esses, reis, imperadores, guerreiros, senhores, governantes, ministros? Que notícias descontentes, sem empenho em ser decentes, apenas manipulando a própria mente.
Mente que mente por trivialidades, poderes transitórios, arroubos partidários. No mundo, gente. No mundo.
Futebol, circo, navios, guerras, bombas, países, aviões e armas. Quem fala em desarmar é tido de covarde, bobão, tolo.
Defender e lutar. A luta armada já passou e deixou tristezas e mágoas. Agora é época de não lutar mais. Será que a gente nunca aprende?

Unir, fiar, tecer, juntar, fortalecer para o bem de todos os seres. Sem perdedores. Todos ganham juntos. Que tal vir brincar essa antiga e nova brincadeira de fiar, de confiar, de acreditar?
Tecendo com fios de seda, brilhantes e multicoloridos, a esperança de reconhecermos juntos a nossa humildade, Humanidade, o nosso húmus da Terra, da qual somos filhos e filhas.
Mãe, eu não queria tê-la feito sofrer e chorar. Família em luto na luta dos desencontros. Na briga e nos confrontos, sem despertar. Separa ação. Tristeza. Poderia ser uma grande e única nação.

Fiar é dar a palavra, reafirmar a palavra dada.
Há quem não venda fiado, pois já não se confia em mais nada. Antes se confiasse no nada, no vazio, na certeza da incerteza.
Há fiança para a desconfiança? Fiança é cavalo querido, todos os cavaleiros o apreciam, é confiável. Quem é o cavalo da hora? O fiança, a fiança do agora? Está no céu ou no mar? Perdeu-se na nuvem polar? Está entre os inovadores ou entre os conservadores? Queria tanto reencontrar Fiança.
Poderia sair galopando faceira pela Terra inteira. Nada me impediria de chegar aonde quer que fosse para levar a notícia de que os seres humanos se reconheceram. Ao se reconhecerem, se respeitaram. Ao se respeitarem, passaram a cuidar da vida que palpita em cada molécula, átomo, partícula.

Ah, Fiança, por que caminhos se enroscou minha montaria?
Será que alguém o escondeu?
Vamos pensar que o estão tratando bem. Afagando seu pescoço, penteando sua crina, dando banho, passeio, carinho, cenoura, comida da boa. Esse pensamento me conforta.
Pois Fiança me espera para que juntos possamos unir os corações em concordância, recordar e lembrar de cor, buscar na grande memória a coragem de fiar.
Fiar com fios mágicos os corações rotos, partidos, quebrados. Para que fiquem novamente unidos no compromisso de fidelidade, no ato de confiar na análise verdadeira dos fatos.
Poder ver em profundidade. Compreender claramente e desabrochar em fragrância na primavera itinerante que se abre aqui e ali.
Vou cobrir essa fiança e demonstrar a inocência da decência da vida e da imprensa, da mídia e da mente humana, que, no fundo, bem no fundo, anda carente de saudades de juntos fiarmos a trama da existência.

Mãos em prece!

Monja Coen (Texto publicado no jornal O Globo de 12/11/2015)


02/12/15

arte: mosaico romano

O fio que a mão de Ariadne deixou na mão de Teseu (na outra estava a espada) para que este se aventurasse no labirinto e descobrisse o centro, o homem com cabeça de touro, ou como pretende Dante, o touro com cabeça de homem, e o matasse e pudesse, já executada a proeza, desentrelaçar as teias de pedra e voltar para ela, para o seu amor.

As coisas aconteceram assim. Teseu não podia saber que do outro lado do labirinto estava o outro labirinto, o do tempo, e que em algum lugar de antemão fixado estava Medeia.

O fio perdeu-se, o labirinto perdeu-se também. Agora nem mesmo sabemos se nos rodeia um labirinto, um secreto cosmos ou um caos imponderável. O nosso mais grato dever é imaginar que há um labirinto e um fio; talvez o encontremos e o percamos num ato de fé, numa cadência, no sonho, nas palavras que se chamam filosofia ou na mera e simples felicidade.  (Jorge Luis Borges in Cnossos, 1984)

25/11/15

arte de Helena Nelson Reed

Nunca perca a fé na humanidade, pois ela é como um oceano. Só porque existem algumas gotas de água suja nele, não quer dizer que ele esteja sujo por completo.  (Mahatma Gandhi)

07/10/15

arte de Jim Hodges - instalação "Give more than you take"

Não te contentes em aceitar: recebe.
E só sabe receber quem primeiro se dá. 
(D. Helder Câmara)


23/09/15

arte de Montserrat Gudiol

É fácil, estando no mundo, viver segundo a opinião do mundo; é fácil, na solidão, viver segundo a nossa, mas tem grandeza aquele que no meio da multidão guarda com uma serenidade perfeita a independência da solidão. (Ralph Waldo Emerson in A Confiança em Si)

15/09/15

arte de Abbott Handerson Thayer
Aquilo a que chamamos de ‘problemas’ ou ‘provações’ na realidade são presentes do Universo para que possamos aprender alguma coisa. Neste plano da existência não há outra maneira de se desenvolver se não através de erros e acertos. Através deles vamos tomando consciência daquilo que fecha e daquilo que abre os caminhos para a nossa realização. Seguimos aprendendo até que possamos escolher somente pensamentos, palavras e ações que nos libertam.  (Sri Prem Baba)